quinta-feira, 2 de julho de 2015

Capítulo 40 - Eu saberia lidar com a distância, eu ainda só não aprendi a me vivar com a sua ausência

POR FAVOR, LEIAM O RECADO NO FINAL

Clara: a gente não tem nada pra conversar, entendeu? NADA! - ele me olhou assustado
Júnior: então só me escuta, por favor - meus olhos ficaram marejados
Clara: eu não quero te escutar... você tem noção do que você fez comigo, do que você fez com a gente? você tem noção do estado em que eu fiquei?
Júnior: eu sei que eu fiz merda, mas eu só não queria piorar as coisas
Clara: ah - ri irônica - não queria piorar... - as lágrimas começaram a escorrer - as coisas pioraram Neymar, pioraram muito. Você fez aquilo, terminou comigo e mais tarde eu fiquei sabendo que meu pai estava em coma e justamente no momento em que eu mais precisava de você, você não estava ali
Júnior: desculpa cara - eu sabia que estava pegando pesado, mas eu queria o fazer sentir culpado, assim como ele fez, quando terminou comigo - eu pensei que assim seria melhor
Clara: MELHOR PRA QUEM, NERYMAR? ME FALA! - gritei - você terminou comigo sem me dar um motivo, me deixou lá e saiu... MEU PAI QUASE FOI DESSA PRA UMA MELHOR E VOCÊ TINHA ACABADO DE QUEBRAR A SUA PALAVRA. VOCÊ ME DEIXOU, NÃO FICOU DO MEU LADO, NÃO CUIDOU DE MIM COMO PROMETEU A ELE. VOCÊ TERMINOU COMIGO POR UM MOTIVO FÚTIL, NEYMAR, FÚTIL - eu não aguentava mais chorar - você me fez sofrer
Júnior: para, para de falar isso, por favor - ele estava chorando - não me faz sentir mais culpado ainda
Clara: ah é? você está se sentindo culpado? - o olhei - foi assim que eu me senti quando você fez aquilo, eu me senti a pior pessoa do mundo, eu me senti culpada por você ter terminado comigo, eu me senti horrível - eu não conseguia mais falar, me sentei no bando que havia ali e botei as mãos no rosto
Júnior: cara, eu não queria que fosse assim, me desculpa - eu me levantei 
Clara: PARA DE ME PEDIR DESCULPA... suas desculpas não vão mudar nada. Você quis seguir o teu sonho, não é? mas eu não podia fazer parte disso né, eu atrapalharia tudo o que vai vir pela frente
Júnior: PARA DE FALAR ISSO! EU TERMINEI POR QUE EU NÃO QUERIA QUE VOCÊ SE SENTISSE SOZINHA, EU ESTARIA LÁ E VOCÊ AQUI, SENTINDO A MINHA FALTA, PRECISANDO DE MIM. EU JURO QUE FIZ ISSO PRA VOCÊ SOFRER MENOS... E SIM, EU SEI QUE FIZ ERRADO, MAS PORRA MARIA...  me entende - disse já exausto
Clara: VOCÊ TERMINOU COMIGO E NEM ME DEU UM MOTIVO, NEYMAR. E AGORA EU SEI QUE FOI POR ESSE MOTIVO RIDÍCULO. EU SABERIA LIDAR COM A DISTÂNCIA, EU AINDA SÓ NÃO APRENDI A ME VIRAR COM A TUA AUSÊNCIA... você não fez o melhor Neymar, você não fez o certo - peguei minhas coisas
Júnior: meu, por favor, me entende...
xxxx: Clara, tá aí? - era a voz do Guilherme, eu e o Neymar ficamos nos encarando - caramba, que dem... - parou quando viu o Neymar ali - o que aconteceu? - nos olhou alternadamente
Clara: nada - fui andando e ele segurou meu braço
Gui: espera, Clara
Clara: me deixa Guilherme, depois a gente conversa - ele me soltou e eu saí dali indo direto pro estacionamento, ele também tinha falhado comigo. Saí e encontrei todos lá, inclusive minha mãe e a Gabi, que tinham vindo com o Gil - vai comigo? - perguntei olhando pra minha mãe
Marcela: vou, ma... mas
Clara: mãe, só entra no carro, por favor - o pessoal ficou me olhando sem entender, desalarmei meu carro, entrei e fiquei esperando minha mãe, que estava se despedindo do pessoal e logo entrou no carro
Marcela: me fala o que aconteceu - vi o Guilherme e o Neymar voltando ali
Clara: não pergunta nada, mãe, por favor - dei partida e arranquei com o carro. Saímos de lá e eu não estava aguentando, não estava bem, parei o carro em uma rua e coloquei a cabeça no volante, chorando logo depois
Marcela: filha? - a olhei, ainda com a cabeça no volante - o que aconteceu?
Clara: você sabia que ele ia embora?
Marcela: não, é claro que não, eu fiquei sabendo lá, na hora... será que, foi por isso que ele terminou com você?
Clara: e você ainda tem duvidas? - levantei a cabeça - é claro que foi por isso - me encostei no banco - ele foi no vestiário e falou comigo - ela me olhou - ele disse que seria melhor, só não sei pra quem
Marcela: Júnior não devia ter feito isso, não por esse motivo
Clara: é, mas ele fez, fez e tá doendo muito - ela passou a mão no meu rosto e ficamos alguns segundos em silêncio
Marcela: não quer que eu vá dirigindo? - eu a olhei
Clara: vai, por favor - desci do carro, ela fez o mesmo e entramos uma no lugar da outra
Marcela: e eu não quero você assim, entendeu? - eu assenti e ela deu partida. Fomos o caminho em silêncio, até meu celular tocar, olhei e era a Gabi
Início
Clara: oi
Gabi: onde você tá?
Clara: você já sabia que ele ia embora né?
Gabi: o Gil tinha me falado sim, desculpa
Clara: você não podia ter feito isso, Gabriela
Gabi: meu, era uma coisa dele
Clara: era uma coisa minha e dele, Gabi
Gabi: ele contou só depois que vocês já tinham terminado cara
Clara: ai... tá - não queria brigar com ela - depois agente se fala
Gabi: tá, mas me desculpa, ta?!
Clara: tá tudo bem, beijo
Gabi: beijo, te amo
Clara: também amo você
Fim
Marcela: ela sabia? - eu assenti e entramos na rua do meu apê
Clara: só quero tomar um banho agora - ela colocou o carro na garagem e subimos - vou pro quarto, tá, dá um beijo na Ro - ela assentiu e eu dei um beijo nela - te amo
Marcela: também amo você - sorriu e eu fui pro meu quarto. Entrei, e joguei minhas coisas ali, me joguei na cama e aí caiu a ficha de tudo. Como é ruim passar por isso, em pensar que o Neymar terminou comigo por essa besteira... eu juro que aceitaria e saberia me virar pra nos vermos, mas ele não quis uma solução, ele quis se livrar do problema.
Eu queria tanto que ele tivesse se aberto comigo, me falasse a real, seria tudo tão mais fácil, tão menos doloroso.
Parei de pensar em tudo e resolvi ir tomar meu banho
[...]
Deitei na minha cama, peguei meu celular e tinha um monte de mensagens no whats, do Guilherme, Nadine, Rafaella, Dani, Thiago e mais um pessoal da faculdade. Primeiro abri a da Rafaella
Meu, pq vc saiu de lá daquele jeito? 01h20
Clara? fala comigo 01h54
Por que eu estava muito feliz, sabe

Depois abri a da tia Nadine
Clara?01h02
Ô minha linda, por que saiu assim? 01h10
Olha, desculpa por não ter contado 01h11
Eu não quero falar agora não tia
Tá tudo bem

Dani
Clarinha, não fica assim 01h25 
O pessoal não te contou pq o Neymar pediu 01h25
Clara, responde por favor 01h56
Você tá bem? 01h59
Eu to bem sim Dani, n se preocupa

Thi
Eae louca, tu nem esperou eu sair da arquibancada 00h59
Ô doida 00h59
Clara 01h15
Claraaaa 01h17
Responde carai 01h17
Eu nem lembrei
Você sabia que ele ia embora?
Claro, td mundo sabia uai
A unica era eu então né
Que? tu n sabia?
É claro que n, fiquei sabendo lá na hora
Tá zoando né?!
Eu achei que vc sabia e n comentava pra evitar
Pois é, td mundo escondeu de mim

Falei mais um pouco com ele e fui responder o Guilherme

Gui
Eu sei que vc deve estar com raiva de mim
mas desculpa cara, eu n podia contar 01h05
O Juninho me falou que vcs discutiram 
eu tbm falei pra ele que n era motivo 
pra terminar, mas ele n escutou 01h05
Clara, sério meu, aparece 01h33
To preocupado 01h33
Tu sabe que eu só quero teu bem,
n te contei pq o Juninho pediu, juro 01h52
Só me fala se vc tá bem 01h53
Vcs não tinham o direito de esconder de mim
Cara, foi por besteira meu, por besteira
Eu to bem... acho que tô
Não fica com raiva de mim cara
Ele me pediu e eu juro que queria
te falar, mas ele ia ficar puto cmg
Tá, agr já passou, acabou td, ele
vai embora e td volta a estaca zero
Não fala assim meu
Agora que vc sabe o motivo, conversa
direito com ele
Kkkkkkkk ta brincando comigo mesmo né
Não tem mais o que conversar
Se ele não quis tentar, é pq n valia a pena
Isso é besteira da tua cabeça e tu sabe disso
O cara te ama meu, ele fez isso por causa do
seu pai naquela situação, vc ia precisar dele e
ele n ia estar aqui mano
Ai, tá Guilherme, chega de defender teu amigo
Eu vou tentar dormir que eu to cansada dms
pra ficar escutando a defensoria dele
Boa noite
Tu é foda mano, ainda te quebro por causa dessa
tua cabeça dura
Fica bem
Boa noite, amo você!
Eu realmente não estava com cabeça pra ficar lendo as desculpinhas que ele deve ter dado pros amigos, eu estava acabada, cansada, largada... Desliguei meu celular, me cobri e fechei meus olhos, na intenção de conseguir dormir, mas parecia que minha mente insistia em lembrar de tudo, em lembrar dele...

27 de setembro de 2014 (sábado)
Ontem foi um dia meio, meio não, completamente diferente de todos os outros, a única vez que saí de casa, foi pra ir com a minha mãe até o hospital, ver o meu pai. A Gabi e o Gui vieram aqui e eu conversei com os dois. Cheguei a conclusão de que o único culpado era realmente o Júnior, o que me fez ligar pra tia Nadine e me desculpar por ter agido com eles daquela forma.
Depois de ter ido pra faculdade, cheguei em casa, tomei um banho e fui pra cozinha, já que o almoço já estava pronto
Clara: não quer ir lá no hospital comigo, Ro?
Rose: eu bem que queria, mas não vai dar, vou ter que resolver algumas coisas do Ricardo
Clara: ah, então tá bom, mas eu te aviso qualquer coisa - ela assentiu e botou meu prato - obrigada meu amor - sorrimos - senta aí e come comigo, vai, pelo menos hoje - ela ficou me olhando - por favor - a olhei com cara de pidona
Rose: você é terrível hein - disse pegando um prato e colocando a comida pra ela
Clara: sabe que eu te amo, né?! - ri e ela se sentou a minha frente
Rose: é, eu sei bem - rimos. Terminamos de comer, ajudei-a a arrumar a cozinha, esperei ela se trocar e já dei uma carona até sua casa - acho que antes de você voltar do hospital, já vou estar lá
Clara: tudo bem - dei um beijo nela - cuidado hein
Rose: digo o mesmo, e me avisa sobre seu pai - eu assenti, ela me deu um beijo e saiu do carro. Esperei ela entrar em casa e saí indo rumo ao hospital.
Cheguei lá uns vinte minutos depois, estacionei meu carro, subi e fui pro andar da UTI, onde meu pai estava. Vi minha mãe ali no corredor e fui até ela
Clara: e aí, alguma mudança? - a cumprimentei
Marcela: por enquanto não, acabei de ir lá ver ele... não quer ir?
Clara: ai, eu vou, doutor Carlos tá lá na sala? - ela assentiu - vou lá então, minha bolsa tá aí - ela pegou a mesma e deixou em seu colo. Fui até a sala do doutor Carlos e ele me autorizou a entrar na UTI. Coloquei toda aquela roupa linda de hospital (sqn) e entrei. Ver meu pai ali ainda era duro pra mim, apesar de ter ficado esse mês inteiro vendo, ainda me dói. Fui até a cama dele e fiquei ao seu lado - você bem que podia acordar logo né - segurei sua mão - tu não sabe o quanto a gente tá sentindo sua falta aqui... eu queria tanto que você estivesse bem, fazendo suas palhaçadas comigo - as lágrimas começaram a escorrer - ai pai, por que tinha que ser assim? logo você - passei a mão em seu rosto - tudo seria tão mais fácil se você estivesse bem. Volta logo, por favor, eu não aguento mais ficar assim, ver minha mãe assim e olha que a gente nem contou pra vó e pro vô, pra eles você tá só fazendo uma viagem a trabalho - ri fraco - como eu queria que fosse. Eu não sei se você escuta o que eu falo, mas volta logo, mostra o quanto você é forte vai - fiquei o olhando e o senti apertar minha mão - pai, você tá me ouvindo pai? - segurei a mão dele com minha outra mão também - pai - ele apertou de novo - ai meu Deus, meu pai - sorri - ALGUÉM, POR FAVOR - sai ali na porta do quarto - MÃE, MEU PAI - ela me olhou e veio, assim como o doutor Carlos
Carlos: o que houve? - me olhou preocupado
Clara: meu pai - sorri - ele apertou minha mão - minha mãe sorriu
Carlos: tem certeza? - olhou pra ele
Clara: tenho, claro - sequei meu rosto e ele chegou perto do meu pai
Carlos: seo Marcos - pegou na mão do meu pai - se o senhor estiver me ouvindo, aperta minha mão - meu pai apertou e ele olhou para nós duas - o senhor está me ouvindo? - ele apertou novamente e eu sorri abraçando a minha mãe - é - nos olhou - parece que ele está voltando - sorriu - é normal que ele não abra os olhos, é que tudo vai voltando aos poucos, a audição, a sensibilidade do corpo... mas eu posso afirmar pra vocês que o Marcos vai sair dessa logo logo
Marcela: ai meu Deus, obrigada - disse de olhos fechados
Clara: deu certo, mãe - sorri a olhando e ela me abraçou
Marcela: vamos continuar sendo os três - disse chorando e eu voltei a chorar de novo
Clara: sempre vai ser - desfizemos o abraço
Ficamos ali mais um pouco, o Carlos fez mais algumas coisas lá e disse que ele também está quase respirando sozinho, mas ainda está fraco, então tem a necessidade dos aparelhos. Saímos da UTI e já avisamos a todos, é óbvio que isso era uma notícia que me deixava muito feliz e um pouco menos pra baixo. Minha mãe conversou com o doutor sobre mais algumas coisas e ele disse que, como meu pai está evoluindo bem, os tratamentos e as tentativas de fazê-lo acordar vão durar mais e serão mais intensas, então era melhor só voltarmos no dia seguinte. Concordamos com ele e minha mãe resolveu ir pro Guarujá, já que tem dias que não vai pra casa deles. Saímos do hospital e entramos cada uma em seu carro, buzinei e segui pra minha casa.
Cheguei e estava super ansiosa pra contar pra Rose. Entrei em casa e fui direto pra cozinha
Clara: Roo, tenho uma coisa pra te contar - disse animada
Rose: Clara, é... - a interrompi
Clara: só deixa eu trocar de roupa e eu te conto, já volto
Rose: mas Clara - saí da cozinha e fui direto pro meu quarto. Entrei e vi ninguém mais, ninguém menos do que o Neymar ali, sentado na minha cama, assim que me viu, ele levantou
Clara: o que tu tá fazendo aqui? - meu semblante mudou completamente e eu fechei a porta
Neymar: eu quero falar com você, na quinta tu tava de cabeça quente, me escuta agora, por favor - eu respirei fundo, eu queria mandar ele ir embora naquele exato momento, mas eu estava feliz pelo meu pai, então resolvi escutar ele
Clara: você tem cinco minutos - coloquei minha bolsa na poltrona
Neymar: é... primeiro eu quero saber como seu pai tá? - eu fiquei o olhando e ele ergueu a sobrancelha
Clara: tá bem, ele tá começando a sair do coma
Neymar: que bom - sorriu - ele vai sair dessa
Clara: aham
Neymar: Clara, eu sei que eu errei com a gente, eu sei que você tá puta da vida comigo e eu mesmo tô me odiando por ter vindo aqui falar com você de novo, te fazer gritar comigo e ficar ainda com mais raiva, mas eu só quero que você entenda o por que disso tudo e me desculpe por ter feito isso
Clara: olha Neymar, eu não vou gritar não, não vou ficar com raiva, não vou fazer nada, eu realmente já me esgotei em relação a isso, eu só vou te deixar falar por que eu quero pelo menos conseguir entender isso - me sentei na cama, ele estava com um olhar triste, mas eu não podia fraquejar, não agora, na frente dele
Neymar: tá - respirou fundo, pegou a minha cadeira e se sentou de frente pra mim - eu não queria ter terminado com você, ainda mais só por que eu vou sair do Santos, mas meu, tu tava passando por mó situação difícil com o seu pai, ainda tá né. E eu só não queria me sentir culpado por te deixar sozinha
Clara: você me deixou sozinha - o interrompi
Neymar: mas eu não ia ter obrigação de estar do seu lado, eu namorando com você, seria meio que "obrigado" - fez aspas com as mãos - a estar do seu lado e eu não ia poder estar. Eu sei que eu pensei errado, pra você pode não ser um motivo relevante, mas pra mim era, eu pensei que assim, sem eu ter algum lugar na tua vida, você conseguiria se apoiar mais no Gui, na Gabi e até no resto do bonde, mas EU - deu enfase - não estaria aqui entendeu? eu ia me sentir culpado por ser seu namorado e estar longe de você. Eu ainda me sinto culpado por ter escolhido meu sonho à você mas - o interrompi de novo
Clara: você não tinha que escolher entre um e outro, podia ter os dois... se quisesse né. Eu jamais iria aceitar que você desistisse de ir por causa de mim, mas também não entendo essa sua lógica em terminar comigo pra ir pra lá - meus olhos já estavam rasos, mas eu estava decidida que não derrubaria mais nenhuma lágrima, não por causa disso
Neymar: e você acha que eu realmente não queria ter os dois? Clara, desde quando eu te conheci eu parei de pensar só em mim, cara. E esse era o momento de ser o egoísta da história, mas eu só pensei em você, eu pensei no seu bem, em momento algum eu pensei em mim. Eu conversei com o meu pai, falei com os meninos, todos me disseram a mesma coisa, que isso não era motivo, mas cara, quem ama sou eu e eu realmente achei que eu sabia o que era o melhor pra você, mas eu me enganei, me enganei feio e to pagando por isso. Por que agora eu vejo que, eu podia sim estar com você ainda - secou uma lágrima que escorreu
Clara: eu juro que eu tento, mas isso não entra completamente na minha cabeça, a ponto de eu realmente entender tudo isso. Eu não tenho nem mais o que te falar a respeito disso
Neymar: só diz que me perdoa pelo que eu fiz. Não vou te implorar pra voltar comigo e nem fazer chantagem emocional, até por que eu te entendo e sei que não mereço, mas diz que você me perdoa, pelo menos pra eu poder ir embora com a consciência um pouco menos pesada - "ir embora" isso doeu, deu vontade de deixar o sentimento falar muito mais alto, mas eu segurei
Clara: tá, eu te desculpo, até por que, quem perdoa é Deus
Neymar: é... e, eu queria te pedir uma coisa - eu levantei a sobrancelha - dia três vai ser minha apresentação no Barcelona e, eu queria que você fosse - como assim?
Clara: desculpa, mas não 
Neymar: por que não?
Clara: cara - ri - a gente não tem mais nada, eu vou fazer o que lá? não vou
Neymar: vai como minha amiga, eu queria você lá, isso é importante pra mim
Clara: bota uma coisa na tua cabeça, a gente não namora mais, por escolha sua, que fique claro e, amizade é uma outra coisa que a gente não tem também
Neymar: você vai ficar jogando isso na minha cara até quando?
Clara: até quando parar de doer e isso deixar de ser motivo pra ter raiva de você
Neymar: então tá... você tá no seu direito - levantou da cadeira - mas se você mudar de ideia, vou estar te esperando lá - foi saindo lá e aquele aperto no peito quase me fez voltar atrás de tudo
Clara: Neymar - ele olhou pra trás, já com a mão na maçaneta da porta. Ficamos nos encarando por alguns segundos, eu levantei e em um momento de inconsciência, corri até ele e o abracei - boa sorte - desabei no choro e ele me abraçou forte
Neymar: volta pra mim, Clara - percebi que ele também chorava, pois sua voz saiu embargada. Eu o amo, mas eu não podia, trairia a mim mesma, que me prometi não recair em relação a ele. Segurei seu rosto e lhe dei um selinho demorado
Clara: desculpa, mas não dá - fechei os olhos
Neymar: eu te amo - disse com nossas testas coladas
Clara: vai embora, por favor - disse baixo e o soltei, ele olhou nos meus olhos, secou seu rosto e abriu a porta
Neymar: tchau...
Clara: tchau - disse quase sem som e ele saiu dali, fechei a porta e escorri por ela, chorando - VOCÊ É UM IDIOTA! - gritei - por que eu te amo tanto? - coloquei as mãos no rosto.
Isso doía tanto, eu queria dizer a ele que o perdoo, mas meu orgulho falou mais alto, como a tempos não tinha feito. Eu juro, eu juro que nunca mais me envolvo com ninguém, é sempre a mesma coisa, não aguento mais. O Júnior com certeza foi um cara diferente na minha vida, mas, sei lá, eu sinto que não dá mais.
Ouvi meu telefone tocar, levantei, o peguei e era a Gabi. Respirei fundo, sequei meu rosto e atendi
Início
Clara: oi amore - tentei parecer bem
Gabi: tenho uma proposta pra te fazer
Clara: lá vem - ri fraco - manda
Gabi: vamos pra Royal hoje?
Clara: mas é claro que não
Gabi: Clara, se você ficar nessa por causa do Neymar, eu juro que nunca mais falo com você. Adoro ele, amiga, mas homem é igual biscoito - a interrompi
Clara: não é por causa dele
Gabi: não só dele né... é por causa do seu pai também, eu sei, mas seu pai melhorou, é um motivo pra você comemorar e eu não aceito não como resposta - disse tudo muito rápido e eu ri. É,  acho que ela tem razão, faz tanto tempo que não saio, não me divirto e essa melhora do meu pai realmente é um bom motivo pra eu comemorar e meter o pé na jaca
Clara: eu vou!
Gabi: olha, não me obr - parou - é o que? AEEEE, assim que se fala viado - rimos
Clara: quem vai?
Gabi: eu, você, a Rafa e acho que a Julia vai também
Clara: e o Gil?
Gabi: ele... ele vai pro Guarujá por que vai ter a despedida do Neymar - disse rápido
Clara: hm e só vão os meninos? 
Gabi: sim senhora, na verdade isso tá rolando só por que ele vai viajar amanhã e volta dia quatro, depois vai ter outra pra todo mundo, acho que até você será convidada - deu uma risadinha
Clara: é, mas eu não vou - ela ia falar, mas não deixei - passa aqui que horas?
Gabi: dez horas eu to batendo aí, a gente vai pegar as meninas e vai pra Royal
Clara: beleza, meu carro ou o seu?
Gabi: minha gasolina tá no osso
Clara: já entendi - ela riu - então, até as dez
Gabi: atée, beijo
Clara: beijo
Fim
É, acho que uma baladinha vai me fazer bem, vai me fazer esquecer tudo um pouco. 
Fui até a cozinha e a Rose me olhou com uma cara preocupada
Rose: como foi?
Clara: como tem sido em todas as nossas ultimas "conversas" - fiz aspas com as mãos e peguei o suco na geladeira
Rose: e você tá bem?
Clara: to muito bem - coloquei o suco no copo - vou até pra baladinha hoje - tomei o suco e fui lavar o copo
Rose: isso, minha filha, faz bem
Clara: espero que esteja fazendo bem mesmo - ri - vou ligar pra minha mãe - fui saindo - aah, e a notícia boa, é a de que meu pai tá voltando - sorri e ela fez um gesto tipo um "yes", eu ri e fui pra sala, liguei pra minha mãe, falei que iria sair, ela disse que eu deveria ir mesmo, por que precisava me distrair e tal. Como já ia pra baixada, ela disse pra eu e a Gabi ficarmos lá na casa dela, por que aí já voltávamos juntas pra São Paulo amanhã. Me despedi dela e liguei pra Gabi, pra falar sobre isso e ela disse que tudo bem, então já arrumei minhas coisas e aproveitei pra tirar um cochilo.





Postei por que não consegui esperar.
To chateada com a queda dos comentários.
Sei que demorei um tempo pra postar, mas voltei po.
Espero que tenham gostado, deem ideias para o próximo cap, por favorr.
Comentem bastante e eu posto logo. Menos de 20 eu não continuo.
Beijos!!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Capítulo 39 - A cirurgia foi um sucesso + O jogo de despedida

LEIAM O RECADO NO FINAL

Clara: FALA LOGO MÃE - eu já estava chorando, o médico me olhou e saiu dali
Marcela: Maria... o seu pai, ele... ele tá em coma - sabe quando você não sente mais o chão debaixo dos pés? quando você esquece até como se respira? então...
Clara: mãe, não - a abracei e chorei mais ainda, assim como ela - me fala que é mentira, por favor - desfiz o abraço e a olhei
Marcela: infelizmente é verdade, Clara. Eu não sei como foi direito, assim que eu falei com o Guilherme, os médicos me chamaram, dizendo que seu pai não estava bem e... me falaram que ele iria pra UTI e agora me falaram do coma. Eu não sei o que eu faço, filha - voltou a chorar e eu me sentei com ela
Clara: eu vou lá saber - dei um beijo nela, sequei meu rosto e levantei - avisa o Thi, fala pra eles virem pra cá - ela assentiu - já volto - saí dali e fui até a sala que vi o doutor entrar, bati na porta e me mandaram entrar - licença
xxxx: boa noite - assenti e ele apontou pra que eu me sentasse, então me sentei - você deve ser filha do Marcos né? - eu assenti - eu sou o Carlos Mugione, um dos responsáveis pelo paciente - apertou minha mão
Clara: Maria Clara - ele sorriu de canto - o que aconteceu? - uma lágrima escorreu pelo meu rosto
Carlos: então - respirou fundo - o seu pai, como você sabe, estava com um tumor no cérebro e nós realizamos a cirurgia - eu assenti - ele sentiu algumas dores e isso era até normal, por isso ele continuou aqui. Só que hoje ele acabou desmaiando. Nós realizamos uma tomografia e, vimos que havia se formado uma coágulo sanguíneo no lugar do tumor. Como isso se tornou grave, nós o transferimos para a UTI e tivemos que induzi-lo ao coma - eu não aguentei segurar as lágrimas, parecia que tudo era mentira
Clara: mas, ele vai acordar, não vai? quando?
Carlos: isso é meio complicado, por que, ele pode acordar daqui dois dias, uma semana, um mês, um ano... não se sabe. Nós vamos realizar uma nova cirurgia para a sucção desse coágulo, o que é um tanto quanto arriscado, mas é necessário
Clara: e quando vai ser essa cirurgia?
Carlos: quanto mais rápido, melhor. Só precisamos da autorização de vocês - eu respirei fundo e vieram várias coisas na minha cabeça, eu não podia perder o meu pai, não agora
Clara: pode fazer, nós autorizamos
Carlos: vou pedir para organizarem os papéis e levo para vocês assinarem 
Clara: tudo bem - levantei - obrigada - ele assentiu e eu saí da sala, fui onde minha mãe estava e vi meus tios, o Thiago, o Gui e a Dani ali. fui até eles e abracei o Thi, que estava chorando e me abraçou super forte - Thi, ele tá mal - chorei junto com ele
Falei com todos ali e contei o que havia acontecido. O Dr. Carlos trouxe os papéis e minha mãe assinou. Ele nos explicou que a cirurgia seria um tanto quanto delicada e que demoraria horas, por conta do cuidado que deve ser tomado.
Marcela: filha, vai pra casa, agora a gente só pode rezar e pedir a Deus pra que tudo dê certo
Clara: mas eu queria ficar
Gui: bora pra casa, Clarinha, é melhor - eu o olhei
Tio Alex: vai Clara, eu e tua tia vamos ficar aqui
Thiago: e eu também
Tia Carla: vai lá, vai, qualquer coisa a gente liga - eu respirei fundo
Clara: tá, eu vou, mas me avisem, por favor, amanhã cedo eu tô aqui
Marcela: eu aviso filha, pode ir - eu ainda tentei ficar, mas eles amam me tratar como criança, me despedi e fui pra casa, com o Gui e a Dani
Chegamos no meu apê, falei pro Gui qual quarto eles ficariam, a dani foi tomar um banho e o Gui ficou na sala comigo. eu fiquei pensando no meu pai e comecei a chorar
Gui: Clara - o olhei - vai dar tudo certo, calma - eu peguei meu celular
Clara: eu vou ligar pro Jún... - parei, o Gui me olhou e eu joguei o celular no sofá - merda! até esqueci que nem namorado eu tenho mais. Dia de bosta! - chorei mais ainda e o Gui veio pro meu lado
Gui: não tem namorado, mas tem amigo e família, para com isso, pensa só no teu pai - me deu um beijo na testa e a Dani voltou ali
Dani: Clara, vai tomar um banho pra relaxar um pouco, vai - a olhei
Gui: isso, vai lá
Clara: é o que me resta né - sequei meu rosto e levantei - fiquem a vontade aí - mandei beijo pra eles e fui pro meu quarto. Tomei um banho super demorado, pensei em tudo, no término do namoro, na situação do meu pai e em que eu posso ter feito pra merecer tudo isso. Saí do banho, me deitei e tentei dormir, o que estava meio impossível, mas depois de muito insistir, acabei dormindo.

Júnior POV on:
Estava quase pegando no sono, quando meu celular tocou, olhei e era o Guilherme, então atendi super rápido
Início
Júnior: fala, Gui
Gui: mano, tu não vai acreditar, véi
Júnior: o que? aconteceu alguma coisa com a Clara? - a voz dele parecia tensa
Gui: Juninho, o Marcos tá em coma, mano - eu sentei na cama
Júnior: para Guilherme, fala que você tá zoando, irmão
Gui: é sério irmão, cheguei lá no hospital e a Marcela tava arrasada
Júnior: meu, eu não acredito - coloquei a mão na cabeça - e a Clara? como ela tá? cara, eu sou um burro, as coisas pioraram e eu não estou do lado dela
Gui: ela tá mal pra caralho mano, chorei igual criança lá no hospital, custamos pra conseguir fazer ela voltar pra casa. Ela ia te ligar
Júnior: é o que? - pensei ter escutado errado
Gui: ela esqueceu que você tinha terminado com ela, pegou o telefone e disse que ia ligar pra você, aí se tocou e jogou o celular no sofá. Tá foda ver ela assim - senti meus olhos arderem
Júnior: eu podia amenizar isso e acabei piorando tudo, eu sou um filho da puta mesmo - dei um soco na cama
Gui: agora não adianta ficar assim irmão, o que tu tem que fazer agora, é rezar e pedir pra que o Marcão saia dessa
Júnior: eu vou fazer isso... mas como foi essa história? - ele me explicou o que tinha acontecido e que o Marcos iria fazer uma cirurgia meio demorada - meu, eu queria ver a Clara
Gui: melhor não, isso só vai piorar tudo, tu sabe com ela é - eu respirei fundo
Júnior: é, tu tem razão... mas por favor, vai me informando de tudo
Gui: claro, pode deixar
Júnior: tu tá na casa dela, né?!
Gui: tô, tô aqui
Júnior: e cade ela?
Gui: acabei de ir no quarto dela e estava dormindo
Júnior: pelo menos isso
Gui: é... vou desligar aqui, irmão, qualquer coisa te aviso
Júnior: firmeza Gui, valeu, fica com Deus
Gui: tu também irmão, falou
Fim
Eu não podia acreditar no que estava acontecendo, eu acabei ferrando tudo, eu sou um verdadeiro idiota. Agora a Clara tá mal, e eu nem pra estar do lado dela, presto. Peguei uma foto nossa, a única que eu tinha deixado aqui no apê e fiquei a olhando... eu só espero que um dia ela me perdoe.
Júnior POV off

No domingo, acordei super cedo, na verdade, não consegui dormir direito, estava exausta e completamente triste por tudo o que estava acontecendo. Me levantei e como ainda eram 07h45, fui tomar um banho morno. Saí rapidinho, me vesti e fui pra sala, encontrando o Guilherme ali no sofá
Clara: tá fazendo o que acordado? - ele tomou um susto e eu ri fraco - desculpa - ele riu
Gui: não consegui dormir - sorriu de canto - tá melhor? - eu assenti
Clara: você vai pro hospital comigo?
Gui: claro, só deixa a Dani acordar e a gente vai... a Rose chegou aí
Clara: tá bom... vou lá falar com ela - dei um beijo na bochecha dele e fui até a cozinha, onde a Rose estava preparando o café - tia - minha voz já embargou e ela me olhou
Rose: ô meu amor - secou as mãos, veio até mim e me abraçou forte, muito forte - calma, tudo vai dar certo, só confia em Deus, Ele sabe de todas as coisas e com certeza não vai fazer com que seu pai nos deixe. Vai ficar tudo bem e um dia nós vamos lembrar de tudo isso, com um sorriso no rosto, lembrando da vitória do seu pai e da lição de vida que todos nós tivemos. Acredita, filha - é por isso que eu amo essa mulher, ela sempre sabe o que dizer
Clara: obrigada, tia, e eu confio sim, Ele vai tirar meu pai dessa, eu acredito - desfiz o abraço e a olhei sorrindo
Rose: isso - secou meu rosto e me deu um beijo na testa
Clara: obrigada - sorri - eu amo você
Rose: eu também te amo, muito - sorriu - agora chama o Gui e vem comer, por que eu sei que você vai querer voar pra aquele hospital - eu ri fraco e fui até a sala
Clara: Gui - ele parou de mexer no celular e me olhou - vem comer - botou o celular no bolso e se levantou, vindo em minha direção e passando o braço pelo meu ombro
Gui: te amo - deu um beijo na minha testa e eu sorri
Clara: eu também te amo - o abracei pela cintura e entramos na cozinha. Comemos rapidinho e a Dani acordou, tomou um banho e disse que comeria só uma fruta. Ela comeu, nós nos despedimos da tia Rose e fomos pro hospital.
Chegando lá, encontrei minha mãe e a tia Carla ali, cumprimentei as duas, o Gui e a Dani fizeram o mesmo e nos sentamos ali
Clara: e aí? - olhei pra minha mãe
Marcela: ainda estão no centro cirúrgico - respirei fundo
Clara: vai dar tudo certo - assenti a olhando - cadê o tio e o Thiago?
Carla: tiveram que ir pra empresa, mas de tarde eles estão aqui - assenti
Marcela: a Nadine e o Neymar vieram aqui - eu me espantei
Clara: que? como?
Marcela: não sei, eles ficaram sabendo, vieram hoje super cedo... você e o Júnior terminaram mesmo? - eu assenti e abaixei a cabeça, acho que ela entendeu, por que não disse mais nada. Ficamos ali por mais duas horas e vi o doutor Carlos vindo em nossa direção, logo levantei
Clara: e então, doutor? - ele nos olhou
Carlos: bom, a cirurgia foi um sucesso e eu posso te afirmar que, vocês vão ter o Marcos de volta - sabe quando o céu se abre e você vê um sol enorme brilhando sob sua cabeça? eu estava assim
Clara: eu sabia - disse com os olhos marejados e abracei a minha mãe - ele vai voltar pra gente, mãe - desfiz o abraço e sorri
Marcela: obrigada - disse olhando para o Carlos, que sorriu. Fui até o Gui e ele me abraçou
Gui: viu, vai ficar tudo bem, vai dar tudo certo - eu assenti sorrindo e a Dani também me abraçou
Dani: agora é o momento de botar um sorriso nesse rosto e esperar pra ter seu pai em casa de novo, vai dar tudo certo - sorriu
Clara: obrigada, Dani - retribui o sorriso e abracei a tia Carla
Carla: viu meu amor, teu pai é forte e nosso amor por ele também, vai dar tudo certo - assenti sorrindo e com lágrimas nos olhos
Marcela: a gente vai poder vê-lo?
Carlos: ele está sedado, por que o coma induzido ainda deixa a pessoa com sensações e então o sedamos. Mas daqui a algumas horas eu libero as visitas
Clara: é... ele ainda não saiu do coma né?! - ele me olhou cabisbaixo
Carlos: infelizmente não, mas nós vamos fazer o possível pra acelerar esse processo - eu assenti, ele pediu licença e saiu dali.
[...]
Depois de ter visto o meu pai e ter tido a certeza de que ele estava melhor, fui pra casa sem nem pestanejar e consegui arrastar a minha mãe comigo. Ficamos juntinhas o resto da tarde, o Gui e a Dani voltaram pra Santos e eu chamei a Gabi pra dormir com nós duas, já que eu ainda não havia contado pra ela o que tinha acontecido.
Contei a ela sobre tudo e aproveitei pra explicar a minha mãe, o inexplicável, o término do namoro, elas também não entenderam, mas acreditam que tem algum motivo que o fez terminar sem nem me explicar o por que. Assistimos alguns filmes e caímos no sono.

24 de Setembro (quarta-feira)
Nesse um mês que se passou, pouca coisa mudou. Nunca mais falei com o Júnior, porém, conversei com a Nadine, que parecia meio estranha, triste ou nervosa com alguma coisa e me disse coisas maravilhosas e que, nada ia acabar como estava, é claro que eu não entendi, mas tudo bem. A Rafa está sempre comigo, por que segundo ela, eu nunca vou deixar de ser tua cunhada, apesar de que, pro irmão, já deixei de ser. Ela estava meio estranha, parecia triste, mas não, não era pelo término, eu senti que estava acontecendo alguma coisa, mas ela disse que era coisa da minha cabeça, assim como a mãe havia me dito. O Gui e a Gabi estão sendo essenciais pra mim, assim como a Dani também, que agora é oficialmente namorada do bêbado mais zoeiro desse mundo e se tornou uma amigona pra mim. 
Meu pai, bom, o meu pai ainda está em coma, mas os médicos afirmam que o quadro dele teve uma melhora considerável e que, a qualquer momento ele pode voltar a sã consciência, é claro que eu fiquei extremamente feliz por isso e só agradeço a Deus por estar fazendo as coisas darem tão certo para mim, para nós...
Bom, nessas duas ultimas semanas estive pensando bastante e tomei uma decisão que eu posso sim, me arrepender depois, mas estou muito decidida e, eu vou parar com os jogos, vou me afastar e me dedicar à minha família. Conversei com a Federação e eles entenderam o meu lado, disseram que meu jogo de despedida seria justamente um Santos x Corinthians amanhã, na Vila Belmiro e eu seria terceira auxiliar, aquela que fica ao lado do gol, sabe? Disseram que além de parar ali, eu deveria ter o privilégio de ver tudo de uma maneira mais emocionante. Fiquei feliz por poder terminar com o time do meu coração, mas extremamente receosa, por que iria reencontrar o Júnior depois de tudo o que aconteceu. Acordei com a Rafaella jogando as pernas pra cima de mim
Clara: Rafaella! - ela deu um pulo e eu ri - meu, se arruma, você é pesada, filha - ela riu e abriu os olhos
Rafa: para de ser chata meu - eu joguei as pernas dela pro lado
Clara: para de ser folgada meu - rimos - vai, levanta, por que eu tenho que arrumar meu quarto e depois a gente sobe pra Santos
Rafa: eu tinha esquecidooo - levantou da cama num pulo - fica lá em casa vai, por favor
Clara: você tá louca, né, só pode, eu hein, é claro que não
Rafa: para de graça, o Júnior não vai estar lá, ele já está concentrado - eu fiquei a olhando - fica, por favor - sorriu e eu ataquei um travesseiro na tua cara
Clara: eu te odeio - ela riu - eu fico, mas se teu irmão ficar sabendo disso, eu te mato
Rafa: mata nada, você me ama - riu e me deu um beijo na bochecha - vou tomar meu banho - correu pro banheiro. Me levantei rindo, coloquei meu chinelo, arrumei meu quarto rapidinho e bati na porta do banheiro - fala Maria chata - eu ri
Clara: quero escovar meus dentes
Rafa: a porta tá aberta, insuportável - riu e eu entrei
Clara: que cena horrorosa - a olhei dentro do box e ri
Rafa: não tá se vendo no espelho, querida - riu e eu a acompanhei. Escovei meus dentes e saí do banheiro. Fi até a cozinha e como já imaginava, a rose não estava, pois havia ido ao supermercado. Preparei umas torradas, peguei iogurte e granola, coloquei tudo na mesa e fui pro meu quarto de novo, a Rafa já estava se trocando
Clara: vou tomar meu banho, preparei o café, mas é pra me esperar - ela riu debochada - eu to falando sério, ou te jogo pela janela
Rafa: você não seria capaz... cunhadinha - a olhei e ela gargalhou - paz e amor, parei
Clara: idiota - revirei os olhos e acabei rindo - o recado está dado - peguei minhas coisas e fui pro banheiro
[...]
Depois de tomarmos o café e limparmos tudo ali, arrumei minhas coisas, peguei-as, a Rafa fez o mesmo e saímos do apê. Fomos rumo a Santos cantando igual duas loucas. 
Chegamos e eu deixei meu carro na garagem, mais precisamente, na vaga do Neymar. Pegamos nossas coisas e subimos. Entramos no apartamento e estava o Jota e a Nadine no sofá
Rafa: olha quem tá aquii - disse toda animada e eles nos olharam, eu só ria
Jota: Clarinhaa, tu aparecendo por aqui? que milagre - riu e se levantou, me abraçando logo em seguida - saudade po
Clara: também Jotinha, também - desfizemos o abraço e ouvi algo do tipo "e amanhã será a despedida do jog..." até a Nadine desligar a tv
Nadine: que bom que você apareceu aqui, veio até mim e também me abraçou, estava com saudades, apesar de termos nos visto anteontem - rimos 
Clara: eu também estava com saudades - desfizemos o abraço
Rafa: então né, vamos lá em cima, guardar as coisas e tal? - sorriu falso e eu ri
Clara: calma, a mãe é toda sua - rimos
Nadine: ela só faz cena - riu - vão lá guardar as coisas e depois venham comer o bolo que eu fiz - assentimos e subimos. Passamos pelo quarto do Júnior e não sei se foi coisa da minha cabeça, mas juro que senti o perfume dele. Entramos no quaro da Rafa e logo descemos. 
Comemos o bolo da tia em meio a conversas de todos os tipos, desde a situação do meu pai, à minha despedida, pelo menos temporária dos jogos. Falei com a minha mãe por telefone e minha bateria acabou, fui até minha mala e adivinhem? yes, esqueci o meu carregador. Desci novamente e fui falar com a Rafa, já que o Jota havia saído e a Na tinha ido pra Elleven 
Clara: ô Rafagrela, empresta um carregador aí, esqueci o meu
Rafa: primeiramente, vai se foder, segundamente, meu celular tá carregando - sorriu sinica e eu levantei a sobrancelha
Clara: seja util - ela riu
Rafa: deve ter algum, lá no quarto do meu irmão, ele tem vários, pega lá - eu fiquei a olhando - sem frescura nessa bunda bronzeada - eu ri - vai lá logo, você sabe onde fica
Clara: a casa é sua
Rafa: o celular que tu quer carregar, é o teu - riu
Clara: filha da mãe, você me paga - ela me mandou um beijo, rindo e eu subi, contrariada, mas subi. Entrei no quarto dele e tudo me veio a cabeça novamente... e eu achando que já tinha esquecido, aiai. Fui procurar o carregador e vi que ele havia deixado todas as nossas fotos do jeitinho que estavam antes, TODAS. É claro que não entendi, mas ok. Fui até seu criado mudo, peguei um dos cinquenta carregadores que esse menino tem (puro exagero) e saí dali.
Rafa: doeu?
Clara: muito, mais do que eu esperava
Rafa: ai - fez uma cara de "esqueci" - tem foto de vocês lá ainda né - eu assenti e botei o carregador na tomada - desculpa
Clara: relaxa, ridícula - ri.

25 de setembro (quinta-feira)
Acordei por volta das oito horas, tomei um banho ali no banheiro do quarto, arrumei minhas coisas, desci e o seo Neymar estava sentado ali no sofá, lendo jornal
Clara: bom diaa - dei um beijo na bochecha dele
Neymar: bom dia, Clara - vi que o jornal em sua mão tinha o Neymar e os outros que estavam na mesinha de centro, também. Ele percebeu que fiquei olhando e logo fechou o jornal, colocando sobre os outros, sem que eu pudesse ver ou tentar ler o que havia escrito. Ok, eu não sabia que o Neymar estava tão em alta assim, a ponto de estar estampado em todos os jornais. É certo que, ultimamente a unica coisa que consigo ver na televisão, é a novela das dez e olhe lá, mas sei lá né
Clara: cadê a tia Na? - me despertei dos meus devaneios
Neymar: ela, ela está lá na cozinha - ele ficou estranho
Clara: vou lá então - ele assentiu e fui até lá - bom dia,  coisa linda
Nadine: bom dia, meu amor - sorriu, secou as mãos e me deu um beijo - dormiu bem?
Clara: mais ou menos, muito ansiosa né - sorri de canto
Nadine: é, eu também - como assim "eu também"? - é, quer dizer, eu também dormi mais ou menos, estava com uma dor horrível nas costas
Clara: que ruim, mas já está melhor?
Nadine: estou sim - sorriu
Bom, fiquei lá até as 18h40, que foi quando tive que me despedir deles e partir pra Vila Belmiro. Cheguei lá e foi aquele blá blá blá todo, eles me agradeceram pelos jogos que fizemos juntos, pela parceria e por esses anos de aprendizado uns com os outros.
Por volta das 21h30, nós subimos pro gramado, percebi que haviam várias faixas da torcida, pelo estádio, mas uma delas me chamou a atenção, ela estava na torcida jovem, com a imagem dele e embaixo escrito "Eu vou, mas eu volto..." te esperamos", nem consegui entender aquilo, pois me despertei quando o Héber pediu para que os bandeirinhas fossem aos vestiários, enquanto nós vistoriamos as redes, bandeiras de escanteio e etc.
Os jogadores começaram a subir e meu coração apertou, não sei se, por ser a ultima vez vendo essa cena aqui de dentro, ou... sei lá. Cantamos o hino, os jogadores nos cumprimentaram e, por incrível que pareça, ele agiu normalmente comigo, mas o olhar dele, dentro dos meus e um pouco vermelhos (não sei por que), me pegou em cheio, confesso. Fomos para nossos devidos lugares e o jogo começou (...) O Santos já estava ganhando de 2x0, um gol dele e outro do Lucas Lima. O jogo estava pra terminar e o Héber pegou a bola no meio de campo, veio com ela na mão, em minha direção, me entregou a mesma e o apito, confesso que fiquei surpresa
Héber: vai, teu ultimo jogo, sente a emoção de um jogo oficial - sorriu, eu retribui, peguei os dois e apitei o final do jogo já com lágrimas nos olhos. A torcida aplaudiu e o Héber me abraçou - vai fazer falta, bandeirinha - rimos e desfizemos o abraço. Vários jogadores, tanto do Corinthians, quanto do Santos, vieram falar comigo e tal, é claro que me emocionei. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha, quando vi que todos, ou quase todos os jogadores estavam abraçando ele, não entendi. Depois de um tempo, ele também veio até mim e eu fiquei sem reação nenhuma
Neymar: parabéns por tudo o que tu já fez... tenho mó orgulho de ti
Clara: obrigada - foi a unica coisa que saiu da minha boca, até sentir ele me abraçando, um tempo depois, eu retribuí. Foi um abraço diferente, parecia realmente de, despedida. Ele desfez o abraço e seus olhos estavam marejados. Logo o Vinicius Vieira, um dos caras da Santos TV, falou num microfone, lá no meio de campo.
Vinicius: bom... Neymar, Maria Clara e Héber, por favor - nos chamou até lá e aí é que eu não entendi bulhufas, fomos indo até ele. - hoje é um dia especial, não só por termos ganho um grande clássico, mas por termos hoje duas despedidas importantes para o Santos Futebol Clube - como assim duas? olhei pro Neymar e ele estava me olhando com os olhos vermelhos, logo gesticulou um "desculpa" e, eu não queria acreditar nisso - Infelizmente nosso maior craque dos ultimos tempos resolveu nos deixar, pra ir realizar um outro sonho, o de defender as cores do Barcelona. Então tudo o que podemos fazer, é agradecer por tudo que tu fez pelo nosso time, pela nossa torcida e pelo nosso futebol - eu estava em outro mundo, completamente distante dali. Como assim, ele vai embora? vai deixar tudo? será que... não, esse não pode ser o motivo pelo qual ele terminou nosso namoro - e assim como você deixou registrado lá no vestiário do nosso CT, você vai, mas volta e nós vamos esperar esse dia - a torcida começou a gritar e a bater palma, logo depois fazendo ecoar o famoso "Olê olê olê olá, vai pra cima deles Neymar" pelo estádio todo. O Vinicius entregou o microfone pra ele, que estava chorando
Neymar: é - respirou fundo e tentou secar as lágrimas - eu sou extremamente grato ao Santos e a essa torcida maravilhosa, por todos os elogios, as criticas que me fizeram crescer, agradeço por todas as vezes que gritaram meu nome e todas as vezes em que me apoiaram, como estão fazendo agora. A torcida do Santos, eu sei que, foi a que realmente sempre torceu por mim e podem ter certeza, de que eu também estarei torcendo por vocês, independente do lugar que eu esteja. E sim, eu vou voltar, por que, como diz o ditado, "o bom filho, a casa torna" e eu vou voltar pra cada vez dar mais alegrias a vocês e a mim mesmo, que amo esse Clube, que me lançou e me fez ser quem eu sou hoje - a voz dele voltou a embargar - obrigado por tudo, eu amo vocês - eles começaram a gritar e a aplaudir de novo e vê-lo chorando era horrível, mas mais horrível ainda, é perceber que eu era a unica que não sabia disso e estava chorando, estava sofrendo, por que tudo podia ter sido diferente. O Vinicius voltou a falar
Vinicius: e como eu havia dito, são duas despedidas né - passou a mão pelo meu ombro - é óbvio que vocês torcedores não sabiam, mas, a nossa bandeirinha, que hoje foi terceira auxiliar, é santista - alguns gritaram - e devido a alguns problemas pessoais, ela não vai mais atuar, nem aqui na Vila Belmiro, nem em outro estádio do Brasil e é por isso que estamos confidenciando isso a vocês. Então como agradecimento pelos jogos que você participou aqui, pelas partidas que você fez com que corresse tudo bem, nós vamos te fazer essa pequena homenagem - me entregou uma placa, escrito meu nome e o número de jogos do Santos que eu atuei. Eu estava estarrecida, eu não sabia como reagir, estava emocionada, triste, acaba, mas não por estar me despedindo, e sim, por saber que, o amor da minha vida vai embora e eu fiquei sabendo disso, já no ápice da transferência. 
É claro! agora tudo faz sentido, a televisão que a Nadine desligou, o jornal que o Neymar escondeu, a ansiedade dela... olhei para os camarotes e todos estavam ali, desde a família, até os amigos, inclusive a Gabi, que não comentou nada sobre isso comigo.
O Vinicius me entregou a placa e eu nem sei o que eu falei no microfone, só queria sair dali o mais rápido possível. Fui indo pro vestiário e ouvi a voz do Júnior, bem ao fundo, olhei para trás, mas continuei andando. Entrei no vestiário e fui arrumando as minhas coisas. O resto do pessoal já havia saído, então restava apenas a minha pessoa ali. Guardei a placa, joguei apenas uma água no corpo e me vesti. Estava preparando minhas coisas pra sair dali, quando senti que não estava mais sozinha, olhei pra trás e, sim, ele estava ali, com os olhos vermelhos, todo arrumado e com sua placa na mão
Neymar: eu posso falar com você? - eu fiquei o olhando...





Oi amorees!
Postei mais um e espero que vocês tenham gostado.
O que estão achando da história?
Me deem sugestões e ideias, são sempre bem-vindas.
O Neymar tá indo embora :( e aí, o que será que a Clara vai dizer a ele?
Comentem bastante, por que caiu bastante o número de comentários.
Tem o blog da Dani também, que está pra acabar, mas tem pouquíssimos comentários, então me ajudem, comentem, opinem e etc.
Obrigada pelos 20 comentários no ultimo capítulo.
Beijos!!

















terça-feira, 16 de junho de 2015

Capítulo 38 - Só não esquece do que eu sempre falo, tudo que eu faço, é pensando no teu bem...

Capítulo dedicado ao LD e em especial pra Ranielly, vulgo Laura, que eu odeio.


Uns vinte minutos depois, o Neymar entrou no quarto com a minha bolsa e a mochila dele
Júnior: demorei? - fechou a porta e colocou as coisas no sofazinho ali
Clara: não... trouxe tudo? 
Júnior: sim senhora, até seu carregador
Clara: que eficiente você - ele riu
Júnior: sempre - se gabou
Clara: não força - rimos
Ficamos conversando um pouco, trouxeram o meu jantar, comi junto com o Júnior e depois nos acomodamos. Ele falou da reação do Gui e da Gabi ao saberem que eu estava no hospital, falamos sobre outros assuntos e eu acabei dormindo.
23.08.2014 - Sábado
Bom, nesses treze dias que se passaram, pouca coisa mudou, meu pai continua na mesma, eu estou bem melhor e, meu namoro com o Júnior continua estranho.
Acordei as 06h40, pois hoje voltarm as minhas aulas. Me arrumei, fui pra cozinha e a Rose já havia preparado o meu café da manhã
Clara: bom dia, Ro - me sentei
Rose: bom dia, minha linda - sorriu e me serviu
Clara: obrigada - sorri fraco e meu celular apitou. Olhei e era mensagem do Júnior no whats
Bom dia! 
Quando voltar da faculdade, me avisa
Preciso falar com vc
Beijos...
Achei estranho, mas respondi
Ok
Travei meu celular e comecei a comer. Assim que terminei, escoveus dentes, me despedi da Rose e fui pra faculdade.
[...]
Depois das aulas chatas do Dalton, saímos por volta das 11h50. Me despedi do pessoal, entrei no meu carro e mandei mensagem pro Júnior, avisando-o que estava indo pra casa.
Saí da facul agr
To indo pra lá
Nem respondi. Travei o celular e dei partida. Cheguei em casa depois de longos trinta minutos, por conta de um engarrafamento. Estacionei o carro na garagem, peguei minhas coisas e subi. Entrei no meu apê, deixei minhas coisas ali na sala e fui até a cozinha
Clara: Ro, cheguei... - ela apareceu ali
Rose: demorou - me deu um beijo
Clara: muito trânsito -ri - se o Júnior chegar, fala pra ele ir pro meu quarto
Rose: é... ele já está lá - riu fraco e, não sei por que, mas um sentimento ruim tomou conta de mim
Clara: ok então, vou lá - sorri e saí de lá. Entrei no meu quarto e vi o Júnior de pé, olhando o meu mural de fotos, onde a maioria era de nós dois - oi - ele me olhou
Júnior: oi - fechei a porta, fui até ele, que me deu um selinho, um tanto quanto seco - tudo bem?
Clara: aham, e você?
Júnior: é, to bem... dá pra gente conversar?
Clara: claro - me sentei na cama - pode falar 
Júnior: bom, é que... meu, eu não sei por onde começar - passou as mãos por seus cabelos - Clara, é que, eu não quero te prejudicar em nada sabe, não queria que as coisas acontecessem desse jeito e... - ele parecia não encontrar as palavras corretas
Clara: do que você tá falando, Júnior? - senti meu coração apertar
Júnior: independente de qualquer coisa, só me escuta e tenta me entender, por que, não tá sendo fácil pra mim - ele parecia perdido, sem saber o que queria ou estava fazendo
Clara: o que tá acontecendo? - disse já preocupada
Júnior: eu só quero que você fale que me desculpa por tudo - percebi seus olhos vermelhos
Clara: Júnior, eu não estou te entendendo, onde você quer chegar com isso? - meus olhos marejaram
Júnior: Clara, eu... não dá - eu fiquei o olhando, ainda sem entender - eu... eu quero terminar - disse rápido e, baixo, mas alto o bastante pra eu escutar. Eu fiquei o olhando sem reação, queria acreditar que aquilo não passava de uma brincadeira
Clara: você tá brincando né, fala que isso é uma brincadeira
Júnior: vai ser melhor assim...
Clara: melhor pra quem, Júnior, pra quem? - desabei no choro
Júnior: só fala que me perdoa por isso, por favor
Clara: por que, Júnior? só me fala o por que
Júnior: me desculpa - chegou perto de mim e eu me levantei, ficando de costas pra ele
Clara: desculpar? - ri - cara, olha o que você tá fazendo
Júnior: por fav... - eu me virei pra ele, o interrompendo
Clara: você me traiu, é isso? eu te perdoo, Júnior, eu me ausentei demais, foi culpa minha né, tudo bem, eu desculpo, ma - me interrompeu
Júnior: Clara, PARA! olha o que você ta falando, é claro que eu não te traí. Se tivesse feito isso, eu mesmo não me perdoaria
Clara: então é por que, Júnior? - disse enquanto chorava
Júnior: desculpa, Clara - secou seu rosto
Clara: vai embora
Júnior: me entende, eu não que - o interrompi novamente
Clara: VAI EMBORA! - ele me encarou
Júnior: me desculpa... - veio se aproximando e eu me afastei
Clara: você me prometeu que não iria me deixar, prometeu pro meu pai - me sentei na cama, com os cotovelos apoiados nas pernas e a cabeça nas mãos
Júnior: eu não vou te deixar, vou continuar do teu lado, mas como amigo - eu ri
Clara: eu não quero a sua amizade... você me fez acreditar que com você seria diferente... por que? - o olhei
Júnior: um dia você vai me entender
Clara: não faz isso... - neguei lentamente com a cabeça
Júnior: só não esquece do que eu sempre falo, tudo o que eu faço, é pensando no teu bem... - disse isso e saiu fechando a porta, sem mais delongas, me deixou ali, sem me explicar, sem me deixar entender nada, apenas me deixou. Fiquei olhando pra minha aliança e todas as lembranças me vieram a cabeça, me fazendo chorar ainda mais.

Júnior POV on:
Saí do apartamento da Clara sem rumo, não sabia se o que eu acabara de fazer, era o certo, mas pra mim, era o jeito menos pior de me afastar dela. Não sei como ela iria reagir se soubesse de tudo. Não sei como vai reagir ainda quando souber. 
Entrei no meu carro e dei partida, sem nem saber pra onde iria. 
Júnior: ah Clara, me desculpa... - minhas lágrimas desciam sem cessar... nunca imaginei que eu ficaria assim por uma mulher.
Eu não queria que ela sofresse, mas está sendo pior do que eu pensei.
Júnior POV off.

Guilherme POV on:
Estava na minha casa com a Dani, assistindo um filme, até meu celular tocar. Olhei e era a Clara, a Dani pausou o filme e eu atendi
Início:
Gui: diga meu amor
Clara: Gui - ela estava chorando e não falou mais nada
Gui: Clara, o que foi? - me sentei - onde você tá? - a Dani me olhou
Clara: Gui, me ajuda - disse entre soluços
Gui: pelo amor de Deus, o que aconteceu, Clara? é com o teu pai?
Clara: não, vem aqui, por favor
Gui: você tá na sua casa?
Clara: to, vem logo, por favor
Gui: tá eu to indo, fica calma, beijo
Clara: beijo
Fim
Dani: o que aconteceu? - eu levantei
Gui: não sei, ela só chora - vesti minha camisa - vou na casa dela, quer ir?
Dani: não, eu tenho que ir pro consultório ainda
Gui: vai ficar aqui né? - ela assentiu - vou lá então - coloquei meu chinelo - avisa o Cris tá?! - ela assentiu, dei um selinho nela, peguei meu celular e saí do quarto. Peguei a chave do quarto e desci. Fui pra casa da Clara voando, meu celular tocou e como estava no farol, olhei, era o NJ, botei no fone do carro e atendi
Início:
Gui: fala irmão
Júnior:preciso de um favor seu, mano - ele estava com voz de choro 
Gui: o que aconteceu, Juninho?
Júnior: eu terminei com a Clara, vai lá ver ela, por favor - eu não acredito que ele fez isso
Gui: po NJ, falei pra tu não fazer isso, irmão
Júnior: depois a gente conversa, Gui, só faz esse favor pra mim e não fala pra ela o motivo
Gui: eu já tava indo pra lá, mas po, Juninho, tu não contou? mano, assim não, cara
Júnior: por favor, Gui - eu respirei fundo
Gui: tá, beleza
Júnior: valeu
Gui: toiss
Fim
Eu tava puto com ele, falei pra não fazer isso, merda! Fui o mais rápido que eu pude pra casa da Clara, cheguei em sampa depois de trinta minutos, estacionei o carro lá na frente do condomínio dela, desci do carro, alarmei-o e entrei. Subi e toquei a campainha, quem atendeu foi a tia Rose, falei com ela e fui pro quarto da Clara.
Guilherme POV off.

Depois que falei com o Gui, a Rose veio aqui no quarto e eu não consegui falar nada, só chorei. Ela me acalmou e eu consegui contar apenas que o Júnior tinha terminado comigo, ou seja, tudo, por que nem o motivo pra tudo isso, eu sabia. Uns vinte minutos depois, a campainha tocou, provavelmente era o Gui, a Ro foi atender e disse que nos deixaria a sós.Um tempo depois, vi a porta se abrir, olhei e era o Gui, ele fechou a porta e veio até a cama
Gui: vem cá - abriu os braços e eu me levantei, o abraçando em seguida, deixando desabar todas as lágrimas que restavam em mim - calma, meu amor - passou a mão pelos meus cabelos
Clara: Gui, por que ele fez isso? - ele me abraçou mais forte
Gui: calma, não fica assim - eu me soltei dele e nos olhamos
Clara: você sabe de alguma coisa? se você sabe, me fala Gui, por favor
Gui: eu, eu não sei, Clara - secou meu rosto
Clara: cara, ele mandou mensagem pra mim, dizendo que a gente precisava conversar, e do nada, ele vem falando que queria terminar - me sentei na cama - ele nem sequer me deu um motivo pra isso, Gui - voltei a chorar ele sentou do meu lado
Gui: Clara, olha pra mim - o fiz - não fica assim, por favor. Eu sei que é difícil pra você, vocês eram muito apegados, não se desgrudavam, mas agora é bola pra frente
Clara: Gui, eu só queria o motivo, ele terminou sem mais nem menos. Eu cogitei a possibilidade de a culpa ser minha, por ter faltado com a atenção em relação a ele, mas ele teria falado que foi por isso. Eu só queria entender o por que, sabe?!
Gui: eu sei, Clarinha... mano, eu não sei o que falar, cara
Clara: tá, eu sei, ele é seu amigo - sequei meu rosto e o olhei - ele tem outra pessoa?
Gui: é claro que não, Clara, tá louca? Juninho te ama - eu ri
Clara: ah, ama... ama tanto, que terminou comigo e, o pior, sem nem me falar o motivo. E ainda fala que foi pro meu bem - ri com ironia - engraçado isso né
Gui: conversa com ele, com calma, pede pra ele te explicar
Clara: como, Guilherme? ele me falou tudo e eu fiquei tão calma, que, nem eu acreditei, eu queria que ele me explicasse, eu estava esperando a explicação dele, mas ela não veio. Você tem noção, do que é você amar uma pessoa, achar que tudo vai dar certo com ela e, do nada, ela termina com você e nem te fala o porque, você tem noção?
Gui: eu sei que é difícil, meu amor, mas você é forte. Tu superou até quando foi o Pedro lá, que, acho que foi até pior
Clara: não, não foi pior, com o Pedro eu terminei, sabendo o por que. Com o Neymar, nem isso - respirei fundo

Júnior POV on:
Fui pro meu apartamento aqui de Sampa mesmo. Deixei o carro na garagem e subi, entrei no apê e as luzes da sala e cozinha estavam acesas
Júnior: quem tá aí? - minha voz falhou, por que o choro ainda estava entalado na garganta
xxxx: sou eu, Juninho - meu pai apareceu ali - o que aconteceu?
Júnior: veio pra cá, por que? - me joguei no sofá
Neymar: o Big me deixou aqui e foi buscar a Rafaella no aeroporto... mas por que tu tá chorando aí? - veio e se sentou ao meu lado
Júnior: terminei com a Clara - joguei minha cabeça pra trás e fechei os olhos
Neymar: tu não fez isso, por causa do que eu to pensando, ou fez? - eu o olhei
Júnior: de ontem? - ele assentiu - foi
Neymar: Juninho, não é assim filho
Júnior: pai, você queria queria que eu fizesse o que? ela ia sofrer mais, eu não ia poder estar do lado dela, foi melhor assim
Neymar: melhor pra quem? pra quem não queria te ver com ela? pra quem só tava esperando essa brecha pra se aproveitar de um de vocês dois?
Júnior: você nem gostava dela, tá aí se doendo por que?
Neymar: fala direito comigo, mlk, não gostava dela, mas percebi a pessoa que ela era e você não devia ter feito isso, não por esse motivo. 
Júnior: ah pai, qual é? eu não sei qual seria a reação dela
Neymar: e qual motivo você deu, pra terminar com ela?
Júnior: nenhum - ele me olhou - só disse que ia ser melhor assim - coloquei as duas mãos no rosto
Neymar: foi tão melhor, que tá você sofrendo aqui e ela sofrendo lá. Eu conversei com você, filho
Júnior: eu sei pai, eu sei, mas agora já era, tá feito, um dia ela vai me entender e quando tudo isso passar, eu vou reconquistar ela
Neymar: bom, eu não vou falar, mais nada, só que, depois você se prepara pra conversar com a sua mãe, pra aguentar a Rafaella e toda essa pressão que vai cair em cima de você
Júnior: tá, eu sei, mas não quero pensar nisso agora. Vou dormir aqui essa noite, tô indo pro quarto - demos um toque e fui pro meu quarto. Me joguei na cama, peguei meu celular e fiquei endo nossas fotos. Eu não devia ter feito isso... Saí da galeria do meu celular e liguei pro Gui, chamou algumas vezes e ele atendeu
Início
Gui: fala, mano
Júnior: tá com ela?
Gui: tô aqui na casa dela
Júnior: como ela tá?
Gui: agora ela dormiu, tá malzona, meu
Júnior: cuida dela pra mim, irmão
Gui: tu não devia ter feito isso, mano
Júnior: tá cara, eu sei, mas agora já era, tá feito
Gui: ela vai querer saber o motivo pra tudo isso
Júnior: tá, eu sei, mas uma hora ela vai descobrir, de qualquer jeito
Gui: é, mas tu sabe que ela vai ficar ainda com mais raiva de você, por que pra ela isso com certeza não seria motivo pra tu terminar com ela
Júnior: Gui, na moral, não me deixa pior não
Gui: po Juninho, tu vacilou, irmão
Júnior: eu sei mano, eu sei
Gui: tá... eu vou desligar aqui, vou ligar pra Marcela, ver como tá o Marcão, por que dependendo, nem deixo ela ir pro hospital hoje
Júnior: beleza, faz isso sim... obrigadão mano
Gui: relaxa, to fazendo isso por ela NJ, tu sabe, ela é como se fosse uma irmã pra mim
Júnior: então tu tá querendo me matar
Gui: certamente - rimos fraco - vou desligar, irmão, fica bem aí
Júnior: valeu Gui, flw
Fim
Eu sempre fazendo tudo errado, coisa boa de se ver hein... se arrependimento matasse, certamente a Clara estaria chorando em cima do meu caixão.
Júnior POV off.

Acordei e olhei pro lado, o Gui estava sentado na mesinha do computador, me olhando
Gui: tá melhor? - só assenti
Clara: que horas são?
Gui: sete e trinta e dois
Clara: nossa, já? - ele assentiu - preciso ligar pra minha mãe
Gui: eu liguei pra ela já, ela disse que você só precisa ir pra lá, se quiser - eu respirei fundo - quer ir?
Clara: não sei
Gui: se quiser, eu te levo
Clara: não precisa, você deve estar cansado, tá a mó tempão aqui, pode ir pra casa
Gui: tá louca? to contigo mano, não vou te deixar sozinha
Clara: eu ligo pra Gabi
Gui: a Gabi a essas horas, deve estar se divertindo em algum restaurante com o Gil - eu sorri de lado
Clara: te amo, seu ogro - ri e o abracei
Gui: eu também te amo, fiona - rimos - falei com o Juninho - me olhou receoso
Clara: legal - levantei a sobrancelha - vou tomar um banho e vou pro hospital
Gui: te deixo lá e vou pra casa pegar umas roupas
Clara: Gui, não precisa, fica lá com a Dani
Gui: relaxa, Maria, vai tomar seu banho - eu ri fraco, peguei minhas coisas e fui pro banheiro. Tomei um banho demorado, saí, me sequei, vesti minhas roupas lá mesmo e saí, encontrando o Gui, sentado na minha cama
Gui: pensei que tinha descido pelo ralo
Clara: vou emagrecer mais um pouquinho e aí será possível - ele riu
Gui: termina de se arrumar logo, vai
Clara: você manda em mim, desde quando mesmo?
Gui: cala a boca e vai logo
Clara: fala direito comigo, babaca - ele riu - fala pra Dani vir pra cá com você então, aí vocês almoçam comigo amanhã
Gui: nossa, você pensa né, que legal - pegou o celular - vou ligar pra ela, termina logo, senão fica tarde
Clara: tá - revirei os olhos e ele foi ali pra sacada, fui na frente do espelho e acabei olhando pras fotos, que estava atrás de mim, me virei e fiquei as olhando. Fui até elas e as tirei uma por um dali, juntei-as e as coloquei em uma caixinha vazia, que estava no meu criado-mudo. Voltei pra frente do espelho, passei só um corretivo e rímel, arrumei minha bolsa com meus documentos e o Gui voltou ali pra dentro
Gui: pronto? - eu assenti - bora
Clara: a Dani vem? - ele assentiu - deixa só eu guardar isso - peguei a caixa e a coloquei dentro do meu closet, mais precisamente, no fundo de onde ficam minhas blusas de frio. Saímos do quarto, falei com a Ro, que iria ao hospital, mas que, voltaria rápido, estava indo só pra ocupar a cabeça com o meu pai e esquecer um pouco do Júnior. Saí de lá com o Gui, entramos no carro dele e fomos rumo ao Sírio. Chegando lá, o Gui se despediu de mim, desci do carro e ele foi pra Santos, pegar a Dani. Entrei no hospital, me identifiquei e subi até o andar em que meu pai se encontrava. Saí do elevador e vi a maior correria de médicos ali no corredor, achei estranho, mas continuei andando e encontrei minha mãe desesperada, falando com um médico, fui até eles, já preocupada
Clara: mãe, o que aconteceu? - a olhei assustada e ela me encarou chorando - mãe, me fala o que aconteceu
Marcela: filha, o seu pai...






CARALHO (desculpem o palavrão), que saudade disso aqui!!
Voltei meus amoress. Espero que não tenham me abandonado.
Comentem bastante e me deem ideias. O que estão achando?
Como ficou o capítulo? Deem a opinião de vocês!
Obrigada pela compreensão em relação à minha ausência.
Beijos e quinta tem postagem em DaMar!!












sábado, 16 de maio de 2015

Recado Importante

Oi gente, vim pedir encarecidamente pra que não me matem. Faz mais de um mês que não posto e não é por não querer, quando eu podia postar, acabei pegando dengue e quando estava bem, a faculdade caiu em cima das minhas costas com tcc, trabalhos, estágio e as provas. To completamente sem tempo.
Só vou poder postar depois do dia 12, que é quando entro de férias. Então eu peço pra que vocês tenham um pouco mais de paciência e que não me abandonem nesse tempo, por favor! 
Pra quem havia pedido meus contatos, meu twitter é nahcferreira ou thebestsmilenjr e meu whats é 11 961579992.
Beijos e me esperem!!